quinta-feira, 26 de julho de 2007

As ameaças existentes farão os jornais desaparecerem?

Está chegando às livrarias um novo livro para refletir sobre a questão dos jornais, do autor Philip Meyer, que trabalhou por muitos anos no mercado jornalístico e atualmente é pesquisador e professor da University of North Carolina. Ele analisa a relação jornalismo de qualidade e sucesso empresarial e demonstra, por meio de pesquisas, quanto vale a credibilidade.

Conhecemos os impasses que vem sofrendo o jornalismo. E nos perguntamos: estará realmente em apuros? O modelo de jornal que conquistou a opinião pública, que já ajudou a derrubar presidentes com reportagens investigativas consistentes, sofre a concorrência das novas mídias, mais ágeis e rápidas na publicação de notícias. As tiragens dos jornais diminuem, mas novos títulos surgem. O que jornalistas e empresários devem saber para continuar no mercado?
Segundo o inquietante livro de Philip Meyer, as novas mídias permitem um acesso muito mais rápido e barato ao leitor. Não é preciso imprimir, não é preciso maquinário caro. Não é preciso ser empresário. Assim como não é preciso ser jornalista para transmitir notícias. Estamos na era da informação, época em que qualquer tema, qualquer mesmo, pode ser encontrado facilmente na rede em dezenas, centenas, milhares de páginas. Todos podem informar.
Verdade e Justiça determinaram a sobrevivência dos melhores órgãos de imprensa no passado. Mas e hoje, o que faz com que alguns jornais sobrevivam e outros desapareçam? Será que as mudanças já feitas – como a criação de cadernos segmentados e outros produtos com periodicidade não-diárias – são suficientes?
O livro "Os jornais podem desaparecer?", lançamento da Editora Contexto, traça um panorama dos modelos de jornais sustentados pela publicidade e socialmente responsáveis. Mostra como os anunciantes estão reagindo às novas tecnologias e conta como a crescente influência dos investidores nas empresas jornalísticas afeta o produto que o leitor recebe. Philip Meyer ressalta ainda que, se o mercado for eficiente, produtos editoriais melhores e prestação de serviços à comunidade são formas de agregar valor a uma empresa jornalística. E garante: "o jornalismo de qualidade é um bom negócio".

Dados do autor: Philip Meyer é professor de jornalismo e ocupa a cátedra Knight na University of North Carolina em Chapel Hill. Ele é autor e co-autor de diversos livros na área, entre eles Assessing Public Journalism e The Newspaper Survival Book: An Editor’s Guide to Market Research.

Informações recebidas pela Assessoria de Imprensa da Editora Contexto e transcritas, em síntesis por Iris L. Pontin - em 26.7.2007.

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