sábado, 28 de julho de 2007

"Sonhar também os pesadelos"


Dando continuidade à reflexão sobre o artigo "Comunicaçãoé incomunicação", do Prof. Dr. Dimas Künsch, pareceu-me muito importante a conclusão desse artigo, e a transcrevo aqui, como uma contribuição para todos os que leerão este blog. Chama-se:

Perspectivas
"Nunca, como hoje, tanta rede houve, de todo tipo, mundo afora. Tempo e espaço se comprimem e se redimensionam nos ambientes velozes das infovias da informação. As novas tecnologias da informação e comunicação trouxeram a guerra e a paz ao sofá da sala. A dúvida, no entanto, persiste, e parece mesmo se revigorar: onde a comunicação perdeu a comunicação?
Pensar hoje a comunicação exige o sentido da responsabilidade de compreender ao mesmo tempo os signos masi diversos da incomunicação. Ou de "sonhar também os pesadelos, para que eles não nos assolem sob a forma de monstros reais na vigília do dia seguinte" (Baitello, em "A Era da Iconofagia, São Paulo, Hacker Editores, 2005). "O desafio está posto" - conclui o professor. E sonhar também aquilo que nos parece quase impossível é necessário, para que o monstro da incomunicação não se torne realidade permanente, num mundo de tanda faciliade e de tantos meios de comunicação. Não importa se nosso sonho, agora é simples e pequeno como o do menino que conseguiu fazer voar uma pipa, como já relatamos neste blog.
Iris L. Pontin - 28.07.2007

"Comunicação e incomunicação"


"COMUNICAÇÃO E INCOMUNICAÇÃO:

aproximação complexo compreensiva à questão" Este é o título completo do artigo do Prof. Dr. Dimas A. Künsch, publicado na Revista Libero, nº 19, junho de 2007.
Além do resumo registrado por nosso autor, quero ressaltar alguns aspectos deste artigo, muito importante para nossa reflexão sobre a contemporaneidade da comunicação e da incomunicação.
O prof. Dr. Dimas assim resume seu artigo:
"A centralidade da comunicação e o otimismo nos ambientes das novas tecnologias arriscam relegar à insignificância a existência e o vigor crescente da incomunicação na contemporaneidade. O modelo racionalizante e reducionista do pensamento, gerador de incompreensão e de incomunicação, abre espaço na reflexão para a idéia de um pensamento do tipo complexo-compreensivo, dialógico, instaurador de uma nova ética em comunicação."
O artigo traz à memória varios acontecimentos ligados à guerra, mostrando como são montados os espetáculos e como a verdade é solapada, porque, no fundo, "todo fenômeno social de largo alcance gera linguagem própria ou, pelo menos, uma prática discursiva pela qual se montam e se difundem as significações necessárias à aceitação generalizada do fenômeno", assinala Sodré (2004:21), num texto em que reflexiona sobre a globalização, mas que pode ser muito bem aplicado sobre o tema guerra, deste artigo, porque, como afirma o autor Dr. Dimas "é característico do discurso ideológico omitir ou esconder fatos e significações impróprias para si". Assim, a partir de uma ampla e fundamentada reflexão geral, o autor nos convida a pensar e a refletir sobre jornalismo e incomunicação, sobre a necessidade de pensar a incomunicação. Mostra-nos que estamos diante de um pensamento complexo-compreensivo. E com razão porque "A compreensão faz conhecer. A compreensão é, pois, uma episteme, um elemento fundante do ato humano de conhecer" - conclui o Prof. Dr. Dimas.
Este argigo nos abre amplas perspectivas para continuar a reflexão sobre comunicação e incomunicação, tema apaixonante para os jornalistas que queremos priorizar a verdade.

Escrito por Iris L. Pontin, a partir do Artigo, Comunicação e incomunicação, do Dr. Dimas Künsch, publicado na Revista Libero, nº 19


sexta-feira, 27 de julho de 2007

Ainda sobre TV



No artigo de Arlindo Machado, à página 53 da revista Cult, abrese a discussão sobre os diferentes "modos de pensar a televisão". Sejam quais forem nossas concepções sobre esta midia, são indispensáveis a discussão e reflexão sobre a qualidade de nossa televisão brasileira.






A TV digital pode nos libertar do apartheid?


Com este título, o sociólogo e jornalista, Laurindo Leal Filho, inicia um importante discurso sobre a TV digital no Brasil. A revista Cult, nº 115, elaborou um dossié sobre a televisão brasileira, abrindo um espaço para o diálogo sobre a questão.


Ao ler e analisar os diversos artigos, chega-se rapidamente a uma conclusão, como afirma Laurindo Leal, na abertura de sua matéria: "O público será o último a saber (se a TV digital pode nos libertar do apartheid). Quem decidirá a respeito de mais programas e interatividade serão as emissoras". E esstas continuam nas mãos de grandes empresarios.


Ao falar da televisão por assinatura, que supostamente dava ao telespectador ampla possibilidade de escolha, o socióloogo é enfático ao dizer que foi uma "doce ilusão. Combinando o abismo na distribuição de renda com a promíscua relação existente entre concessionários de canais de TV e os poderes públicos, a nova tecnologia serviu para tornar ainda mais perverso o papel da televisão no Brasil. Com a TV por assinatura, inaugurou-se o apartheid televisivo". O custo da assinatura é caro para grande parte da população; e mesmo a minoria que pode dispor dela, não se viu beneficiada pela programação cultural ou informativa. "Isso porque a nova tecnologia ficou nas mãos dos mesmos empresários que históricamente controlam a radiodifusão no país" - afirma o sociólogo. "E nada indica que não venha ocorrer o mesmo com a TV digital, anunciada para entrar no ar em São Paulo, no dia 2 de dezembro ´próximo."


Fica aberta a discussão e a pergunta: "As empresas operadoras de um serviço público, estarão atuando estritamente nos limites da lógica comercial?"


Tema da revista Cult, Nº 115. Reflexão e transcrição de Iris L. Pontin em 27.07.2007




quinta-feira, 26 de julho de 2007

Grupo Disciplina Midia e Poder


Foto colegas de grupo da disciplina Midia e Poder, com o professor Dr. Dimas Kunsch.

Grupo Midia e Poder



Despedida do grupo da disciplina Midia e poder.

Poder e humilhação


Há alguns meses surgiu no mercado um importante livro sobre um instrumento pouco conhecido como arma de poder: a humilhação. "Sobre a humilhação" é o título do livro, organizado por Izabel Andrade Marson, doutora pela USP, livre-docente pela UNICAMP, pesquisadora do CNPq e professora de História do Depto. de História-IFCH-UNICAMP, o por Márcia Naxara, doutora em História Socvial pela UNICAMP.

Com a participação de 15 autores, a obra reúne temas abordados em reflexões de variada origem disciplinar no Colóquio Internacional Sobre a Humilhação: sentimentos, gestos e palavras, realizado na Unicamp, em maio de 2004.

No mensionado Colóquio, explica Izabel Marson, na introdução da obra, "se procurou atender a duas expectativas: A primeira de cunho histórico e político mais imediato, a qual nos remete às experiencias de humilhação no passado e no presente; a segunda, de cunho teórico mais amplo, inscreve-se numa reflexão transdisciplinar a respeito do lugar dos sentimentos e das sensibilidades na história e sua relevância para o político e sua gestão".

A obra apresenta três grandes tópicos: Sobre a humilhação, Sobre humilhações políticas, e Sobre figuras da humilhação, ficção e história.
Somos convidados a "acompanhar, a discutir e a aprofundar este difícil tema; difícil e ao mesmo tempo necessário, polêmico e inovador", porque nos abre à compreensão de outra forma sutil de poder.

Síntesis transrita por iris L. Pontin, em base ao livro "Sobre a Humilhação"

As ameaças existentes farão os jornais desaparecerem?

Está chegando às livrarias um novo livro para refletir sobre a questão dos jornais, do autor Philip Meyer, que trabalhou por muitos anos no mercado jornalístico e atualmente é pesquisador e professor da University of North Carolina. Ele analisa a relação jornalismo de qualidade e sucesso empresarial e demonstra, por meio de pesquisas, quanto vale a credibilidade.

Conhecemos os impasses que vem sofrendo o jornalismo. E nos perguntamos: estará realmente em apuros? O modelo de jornal que conquistou a opinião pública, que já ajudou a derrubar presidentes com reportagens investigativas consistentes, sofre a concorrência das novas mídias, mais ágeis e rápidas na publicação de notícias. As tiragens dos jornais diminuem, mas novos títulos surgem. O que jornalistas e empresários devem saber para continuar no mercado?
Segundo o inquietante livro de Philip Meyer, as novas mídias permitem um acesso muito mais rápido e barato ao leitor. Não é preciso imprimir, não é preciso maquinário caro. Não é preciso ser empresário. Assim como não é preciso ser jornalista para transmitir notícias. Estamos na era da informação, época em que qualquer tema, qualquer mesmo, pode ser encontrado facilmente na rede em dezenas, centenas, milhares de páginas. Todos podem informar.
Verdade e Justiça determinaram a sobrevivência dos melhores órgãos de imprensa no passado. Mas e hoje, o que faz com que alguns jornais sobrevivam e outros desapareçam? Será que as mudanças já feitas – como a criação de cadernos segmentados e outros produtos com periodicidade não-diárias – são suficientes?
O livro "Os jornais podem desaparecer?", lançamento da Editora Contexto, traça um panorama dos modelos de jornais sustentados pela publicidade e socialmente responsáveis. Mostra como os anunciantes estão reagindo às novas tecnologias e conta como a crescente influência dos investidores nas empresas jornalísticas afeta o produto que o leitor recebe. Philip Meyer ressalta ainda que, se o mercado for eficiente, produtos editoriais melhores e prestação de serviços à comunidade são formas de agregar valor a uma empresa jornalística. E garante: "o jornalismo de qualidade é um bom negócio".

Dados do autor: Philip Meyer é professor de jornalismo e ocupa a cátedra Knight na University of North Carolina em Chapel Hill. Ele é autor e co-autor de diversos livros na área, entre eles Assessing Public Journalism e The Newspaper Survival Book: An Editor’s Guide to Market Research.

Informações recebidas pela Assessoria de Imprensa da Editora Contexto e transcritas, em síntesis por Iris L. Pontin - em 26.7.2007.

sábado, 21 de julho de 2007

A Pipa e o menino



Para Caio Ducca, escrever sempre foi um costume. Formado em Publicidade, ele nunca se limitou em criar propagandas. A Pipa e o Menino é seu primeiro livro publicado. Curiosamente, ele nunca construiu uma pipa, mas tem mania de acreditar em seus sonhos. É a lição que nos deixa nesta singela história de criança: "É possível sonhar, e os sonhos são possíveis".

Asssim, depois de refletir sobre o Jornalismo e o pensamento complexo, e relacionar esta singela e sábia história de criança, acredito ser possível continuar sonhando com um mundo mais humano, ou que,"em certo sentido a guerra nos faz mais humanos", como afirma o Prof. Dr. Dimas, desde que saibamos "ler" os acontecimentos.

Iris L. Pontin
21.7.2007

Sobre Jornalismo e Pensamento complexo

Lendo com calma as reflexões do Prof. Dr. Dimas A. Künsch sobre Jornalismo e pensamento complexo, publicado sinteticamente em seu Blog, ressalto a importância de "pensar contra o pensamento, de questionar as certezas...". Este momento histórico nos permite um bom exercicio sobre estas questões. Basta prestar a atenção sobre a forma como os meios estão tratando o tema do acidente aéreo, ocorrido recentemente com a TAM. Fica evidente que, para alguns, a honra de poder dar a noticia soa mais forte que outros aspectos. Mas a verdade de tudo onde está?
Como obtê-la? Seguramente continuaremos esperando...

Iris L. Pontin
21.7.2007

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Seminário Direito à ternura

O direito à ternura é tema de educação.

No Ocidente, de modo geral, a pessoa é formada para
a luta, para vencer, para a guerra.
O tema ternura precisa ser resgatado especialmente
na educação.

Sobre a Crise do Jornalismo Impresso

Clóvis Rossi, em seu artigo "Férias, as últimas?", publicado na Folha de S.Paulo, no dia 26 de novembro de 2006, afirma que "O jornalismo impresso vive uma crise que é, sim, financeira, mas é acima de tudo uma crise de destino. Explícita ou implicitamente, vivemos sob a cultura do lema do "New York Times", qual seja, publicar "all the news that is fit to print". Hoje em dia, todas as notícias que estão prontas para a publicação aparecem antes que os jornais comecem a rodar -ou na TV, ou na internet, ou no rádio..."
E conclui que "O jornalismo impresso precisa reinventar seu destino. Eu tenho até alguns palpites, mas, como não passam disso, o melhor é tirar férias. Na volta conversamos."

"O desafio está posto"

Muito oportunas as Perpectivas finais do artigo "Comunicação e incomunicação" do professor Dimas A. Künsch, publicado na revista "Líbero", de junho 2007:
"Nunca, como hoje, tanta rede houve, de todo tipo, mundo afora. Tempo e espaço se comprimem e se redimensionam nos ambientes velozes das infovias da informação. As novas tecnologias da informação e da comunicação trouxeram a guerra e a paz ao sofá da sala. A dúvida, no entanto, persiste, e parece mesmo se revigorar: onde a comunicação perdeu a comunicação?

Pensar hoje a comunicação exige o sentido da responsabilidade de compreender ao mesmo tempo os signos mais diversos da incomunicação. Ou de 'sonhar também os pesadelos, para que eles não nos assolem sob a forma de monstros reais na vigilia do dia seguinte'(Baitello 2005:10). O desafio está posto."

Transcrito por I.L.Pontin

Ao Professor Dimas

Aproveito este espeço para dizer-lhe, professor Dimas, que a disciplina "Midia e Poder" superou minhas espectativas. A amplitude do seu pensamento, a bibliografia indicada, os seminários, enfim, a metodologia, tudo contribuiu para uma grande abertura de pensamento. Acompanhei com prazer todos os semiários, os quais foram muito bem preparados por todos os grupos. Li diversos livros indicados e fui entendendo mais a interligação desta disciplina com outras do curso, especialmente com a dprofessor Cláudio, "Globalização e cultura da mídia".
Obrigada.
Iris L. Pontin

Ainda sobre o Direito à ternura

Importante uma das reflexões de Restrepo quando afirma que "as éticas impositivas parecem ter chegado ao seu fim; por isso, a edicação em valores deve ser articulada ao campo de uma estéstica sugestiva que nos permita abandonar a esfera tirânica dos decretos para inscrever-nos na trama de uma educação do gosto e da sensibilidade".
Com isso nos damos conta o quanto ainda precisa caminhar no campo da educação.

(Do livro Direito à ternura")

SOBRE O DIREITO À TERNURA

Muito bem pensado o seminário final sobre o livro "O direito à ternura" de Luis carlos Restrepo.
Lendo-o em profundidade, nota-se a sutileza do autor de ajudar-nos a pensar sobre o essencial da condição humana e por onde passa o poder. Trata-se de toda uma formação
que nega à pessoa, especialmente ao homem, o direito à ternura. E todos somos formados em uma linguagem de guerra, de vencer...

(Iris L. Pontin - Reflexão a partir do livro "O Direito à ternura" de L.C Restrepo)

sexta-feira, 1 de junho de 2007

OS QUATRO PILARES DA EDUCAÇÃO

Aprender a conhecer, o que significa também, aprender a aprender,
para beneficiar-se das oportunidades oferecidas pela educação ao longo de toda a vida.

Aprender a fazer, a fim de adquirir não somente uma qualidade profissional mas,
de uma maneira mais ampla, competências que tornem a pessoa apta a enfrentar
numerosas situações e a trabalhar em equipe.

Aprender a viver juntos desenvolvendo a compreensão do outro e a percepção das
interdependências: realizar projetos comuns e preparar-se para gerir conflitos,
no respeito pelos valores do pluralismo, da compreensão mútua e da paz.

Aprender a ser, para melhor desenvolver a sua personalidade e estar à altura de agir
com cada vez maior capacidade de autonomia,, de discernimento e de responsabilidade
pessoal.
Para isso, não negligenciar na educação nenhuma dasa potencialidades de cada individuo:
memória, raciocínio, sentido estético, capacidades físicas, aptidão para comunicar-se.

A articulação dos saberes

"A religação dos saberes
expressam superlativamente a idéia
de que qualquer reforma de educação
deverá começar, antes de mais nada,
pela reforma dos educadores."

Transcrito de Educação e complexidade, de Maria da Conceição de Almeida

sexta-feira, 18 de maio de 2007

O jogo da dominação

"O jogo da dominação na era da modernidade líquida não é mais jogado entre o 'maior' e o 'menor', mas entre o mais rápido e o mais lento. Dominam os que são capazes de acelerar além da velocidade de seus opositores. Quando a velocidade significa dominação, 'apropriação, utilização e povoamento' do território se torna uma desvantagem - um risco e não um recurso."

Do livro Modernidade Líquida de Zygmunt Bauman

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Profundas mudanças



"A modernidade imediata é 'leve', 'liquida', infinitamente mais dinâmica, que a modernidade 'sólida' que suplantou. A passagem
de uma a outra acarretou profundas mudanças em todos os aspectos da vida humana."
Bauman apresenta, neste livro, cinco conceitos básicos que organizam a vida humana compartilhada:
emancipação, individualidade, tempo/espaço,
trabalho e comunidade.
Será que já comprendemos como o mundo funciana e o que isso signiifica para a nossa vida e para a nossa sociedade?
(Da apresentação do livro por parte do Editor)

A Busca da Liberdade

Zigmunt Bauman, em seu livro
O mal-estar da pós-modernidade,
faz uma análise das condições
culturais gerais de nossa sociedade
e projeta luz sobre o comunitarismo atual.
Para o sociólogo,
a marca da pós-modernidade é
a "vontade de liberdade"

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Blog de Iris Pontin


Este é meu blog para trabalhos do curso Midia e poder, para partilhar com o grupo.
Espero que gostem e façam comentários.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Marcas globais e poder corporativo, de Naomi Klein

"Marca é uma palavra usada demais hoje em dia."
No artigo "Marcas globais e poder corporativo", in Por uma outra comunicação, Denis de Morais [org.], Naomi Klein espera convencer o leitor que marca não é publicidade, mas o fim da publicidade. "Vender idéias em vez de produtos está transformando nossa cultura e nossas vidas no trabalho." Antes tínhamos cidades fabricantes de marcas, agora temos cidades construids em torno do consumo, de estilos de vida. Assim, Celebration é o primeira cidade totalmente marca, so que não há marca nenhuma nela. Não ha franquias, nem anuncios, apenas montes de parques e ruas, e crianças andando de bicicleta...
Hoje, o importante não é ter fabricas, fabricar, mas controlar a receita, a idéia, a propriedade intelectual. Esta é o que importa. O que estamos vendo é um sistema de classe surgir dentro do mundo corporativo. O que vemos, em un nivel superior, são as empresas de informações, impulsionadas pela marca, que têm toda a propriedade intelectual e muito poca propriedade física. Depois vem as empresas fornecedoras que fabricam e venden os produtos, e produzem as pesoas, as redes de agências temporárias. Há empresas que são apenas idéias...
Do artigo"Marcas globais e poder corporativo, de Naomi Klein.
Síntesis elaborada por Iris Pontin

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Diferenciación y asignación de marcas

El libro Administración de Mercadotecnia, de Czinkota – Kotabe, trae un capítulo sobre segmentación del mercado, posicionamiento y asignación de marca, el cual presenta básicamente el tema del monopolio de la marca, las políticas de asignación de marca, la extensión de la marca las multimarcas y la asignaciaón de marcas compartidas.
Económicamente, la marca es un dispositivo diseñado para crear un monopolio... o alguna forma de competencia imperfecta.
La asignación de marcas es la herramenta de mercadotecnia más poderosa para la diferenciación que puede, de hecho, casi crear un monopolio. Una vez establecido un nombre de marca tiene una fuerte equidad de marca. Las políticas de asignación pueden de marca pueden basarse en el nombre de la compañia, asignación de marcas por familia y asignación de marcas individuales.
Compartir marcas entre compañias que comercializam produtos complementarios ayuda a llenar segmentos de mercado que no cumbren individualmente. Las marcas privadas e las marcas genéricas también se vuelven cada vez más importantes en mercados sensibles a los precios.

Escrito por Iris L. Pontin - el día 13 de abril de 2007.

Herdeiros de Alexandre

"Se nos colocamos na esfera da linguagem,é possível constatar que existe em nossas experiencias cotidianas, uma ideologia guerreira que, articulada com apreciados valores da cultura ocidental, se opõem com persistência à enunciação de um discurso sobre a ternura."


Com estas palavras, Restrepo inicia o pequeno capítulo "Herdeiros de Alexandre", em seu livro Direito à Ternura, no qual ele analisa e faz o leitor tomar consciencia dessa realidade tão intrínseca ao ser humano.

A exemplo de Alexandre, que foi treinado à disciplina com o forte e único objetivo de vencer o inimigo e conquistar o mundo, o autor nos faz ver que na atualidade também existe um discurso semelhante ao do Alexandre. E não somente no campo das armas, mas também no campo do espírito, como no caso de Abraão.

Três mil anos depois, constatamos que a ação da maioria dos empresários, políticos e cientístas continua pautado por este mesmo espírito guerreiro. "A sensibilidade foi desterrada das rotinas produtivas e do campo do saber. Ainda hoje o amor e o êxito econômico e social parecem andar na contramão."

Muitos de nós, sem dúvida, vivemos esta mesma rotina, sem dar-nos conta. O medo, segundo o autor, é que "a afetividade e a ternura podem quebrar a disposição do combatente".

"Importante deixar-se assaltar pelas imensidades ambientais que chegam ao nosso corpo. A ternura só pode enincuar-se a partir da fratura, vivenciada a partir de um ser atravessado pelo mundo e não a partir daquele que se fecha sobre a experiência impondo a qualquer preço suas intenções e projetos".
Do livro: RESTREPO, Luis Carlos, Direito à Ternura


terça-feira, 3 de abril de 2007

Novas idéias de Edgar Morin (Da entrevista publicada na Revista CULT - França )

Idealizador de uma reforma do pensamento e da educação, Morin se destaca por suas idéias que expressam paixão pelo que ele mesmo chama de transdisciplinariedade. E resumem-se em conceitos como a Ecologia da ação; a Identidade transcultrural e a Antropoética. Um dos aspectos importantes para este momento atual, é que Morin “nos leva a assumir nossa condição humana e a utilizar as relações com os outros para compreender nossas próprias vidas”.Ressalto algumas idéias para pensar:• “...Temos uma Pátria comum, uma pátria terrestre”• “Creio que podemos desenvolver essa consciência ecológica ao desenvolver uma consciência humana na qual nos vemos como tendo o mesmo destino, e que estamos diante dos mesmos problemas, com as mesmas ameaças e perigos.”• “Nossos problemas não podem ser concebidos como separados uns dos outros.”Assim, o conhecimento que deveríamos aprender nas escolas deveria estar adaptado a essa complexidade, permitindo-nos ver os problemas fundamentais e globais..”• “Temos de abandonar a maneira linear de conceber a causalidade das coisas, abandonar as formas dogmáticas de pensar...”• “É preciso fazer conexões entre diversos tipos de conhecimento: é a transdisciplinariedade.”

Os sete saberes necessários à Educação do Futuro

"A educação do futuro exige um esforço transdisciplinar que seja capaz de rejuntar ciências e humanidades e romper com a oposição entre natureza e cultura. Edgar Morin, nesses 'sete saberes', expõe não um credo a ser cumprido acriticamente, mas um desafio cognitivo a todos os pensadores empenhados em repensar os rumos que as Instituições educacionais terão de assumir, se não quiserem sucumbir na inércia da fragmentação e da excessiva disciplinarização, características dessas últimas décadas de mundialização neoliberal" (Edgar Assim Carvalho, abril de 2000)